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Caso de dois médicos acusados de negligência tem primeira audiência

21/10/2015

Homem morreu com infarto após diagnóstico de problemas no estômago.
Ele foi liberado 2 vezes do Pronto-Socorro de Santa Rita do Passa Quatro.




O Fórum de Santa Rita do Passa Quatro SP realizou nesta terça-feira 20 a primeira audiência do processo que julga dois médicos pela morte de um paciente de 35 anos, em 2011. Randal Claro da Silva morreu com infarto depois de ser diagnosticado com problemas no estômago pelos dois profissionais. A família e a acusação apontam negligência, mas as defesas dos médicos negam.

O homem passou mal no dia 8 de novembro de 2011 e, com dores no peito, foi ao Pronto-Socorro da Santa Casa. Por volta de 12h ele foi atendido pelo médico Onésimo Rozante. Segundo os parentes, foi feito um eletrocardiograma, mas o paciente foi diagnosticado com suspeitas de problemas no estômago e liberado.

O advogado de acusação Marcelo Modolo afirmou que sete horas depois Randal não melhorou e voltou ao PS. dessa vez, o médico Juan Carlos Matey Rubio tratou o caso como gastrite e o paciente mais uma vez teve alta. Para o advogado, os dois médicos cometeram o mesmo erro, pois não prestaram atenção no exame feito no coração, que já teria apontado problemas na primeira consulta.

“Os dois médicos viram o eletro e não atentaram para esse fato. Tirou a chance dele de buscar outro atendimento que talvez garantiria a possibilidade dele estar vivo até hoje”, disse Rubio.

A perícia apontou que ele morreu por problemas cardíacos. Para a família, a morte de Silva foi resultado do mau atendimento de dois médicos. “Eu falei para ele: filho vamos para Ribeirão. Tempo é vida. Olha onde ele veio buscar vida. Ele não foi tratado com dignidade, com respeito. Ele sofreu muito”, lamentou a mãe do homem, Lucila Claro Venâncio Silva.

Na denúncia, o Ministério Público destaca que os médicos tinham em mãos um exame que indicava infarto e que os profissionais foram negligentes, causando a morte do paciente. Os médicos respondem por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Audiência e defesa
Nesta terça foram ouvidas duas enfermeiras e a mãe do rapaz. Ela não se conforma com a perda do filho. “Ter sido deixado largado, tinha que olhar. É gente, não precisava ser meu filho, é gente”, disse.

Além dos acusados, ainda vão ser ouvidas outras testemunhas em pelo menos mais uma audiência. A sentença deve sair em 60 dias.

Segundo a advogada do médico Onésimo Rozante, Neusa Maria Lodi, as provas produzidas atestam que não houve negligência. A verdadeira causa da morte ainda precisa ser esclarecida, pois a família não teria autorizado a autopsia.

Já a advogada de Juan Carlos Mathey Rubio, Adriana Paula Rosa, diz que o paciente não apresentou nenhum sintoma de infarto. Depois de medicado, o paciente ainda permaneceu internado por duas horas.



G1



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