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Pasto com lavoura e floresta suporta até o triplo de gado, aponta Embrapa

22/10/2015

Mescla de culturas também reduz pela metade o tempo de engorda de bichos.
Resultados foram apresentados na fazenda da empresa, em São Carlos.




A Embrapa Pecuária Sudeste promoveu um dia de campo em São Carlos [SP] para apresentar práticas sustentáveis de produção. No evento, pesquisadores comentaram resultados de sistemas integrados de pastagens e formas de medição e redução de gases de efeito estufa no setor. Segundo o grupo, é possível recuperar áreas degradadas, triplicar a quantidade de cabeças e, simultaneamente, reduzir os ciclos de engorda, aumentar o bem-estar animal e diminuir a pressão sobre as matas.

Foram apresentados sistemas de integração lavoura-pecuária [ILP] e de integração lavoura-pecuária-floresta [ILPF] na própria fazenda da Embrapa, que começou a adotar as práticas em 2006 para renovar as pastagens e agora exemplifica vantagens da mudança.

“A pastagem típica do Brasil hoje, de baixa produção, suporta um animal por hectare, mais ou menos. A partir do momento em que nós conseguimos entrar em um sistema desses, trocar a forrageira por uma mais produtiva, de melhor qualidade, nós estamos trabalhando com uma média anual de três animais por hectare, então estamos conseguindo triplicar a ocupação dessa área”, disse o pesquisador Alberto Bernardi, completando que a elevação ocorre com outra vantagem, o ciclo reduzido.

“Os animais que entram aqui atingem o peso de abate em dois anos. A média nacional é perto de quatro anos. Ou seja, nós temos animais muito mais jovens atingindo o peso de abate”, explicou. “Estamos colocando mais animais na área e tirando esses animais mais cedo. É uma grande vantagem desses sistemas”, resumiu.

Benefícios
De acordo com os especialistas, a mescla orientada de pasto, floresta e produção agrícola, como sorgo ou milho, proporciona ainda a redução de riscos de erosão e maior eficiência no uso de insumos. “A gente está promovendo a renovação da pastagem a um custo muito reduzido porque ela é implantada juntamente com a lavoura, ela aproveita toda uma adubação residual”, comentou José Ricardo Macedo Pezzopane.

Outros benefícios, afirmaram, são a utilização dos produtos das lavouras para alimentação do gado ou venda no mercado, a diminuição da dependência de um único produto, a melhoria de renda do produtor, a maior fixação de pessoal no campo e o sequestro de carbono.

“A introdução do componente arbóreo nos sistemas de produção melhora muito o balanço de carbono. Muito. É extremamente importante a pecuária hoje no país se apropriar dessa produção de madeira por dois motivos: além de diversificar a renda, diminui a poluição. Quando a planta está crescendo, fazendo fotossíntese, ela retira CO2 da atmosfera”, defendeu Patrícia Oliveira.

“Quando nós fazemos a recuperação de áreas degradadas, o tanto que você retira de carbono da atmosfera e estoca é maior do que o que você emite com os animais e o uso dos insumos. Então nós temos balanço positivo de carbono”, afirmou, reforçando ainda a diminuição da pressão sobre novas áreas.
“Para cada hectare que eu consigo aportar mais um boi, eu estou evitando o desmatamento de mais um hectare de floresta”, disse Patrícia.

Os sistemas também proporcionam o conforto térmico dos animais pela oferta de sombra das árvores [a temperatura dos bovinos chega a variar 5 °C], um fator que, para os cientistas, poderá se transformar em vantagem competitiva. “Em determinado momento, algum mercado poderá exigir que nossos produtos tenham essa certificação de bem-estar animal”, disse Bernardi.

HISTÓRICO
Pezzopane afirmou que os sistemas integrados são relativamente novos no país, mas estão se expandindo, inclusive por meio de incentivos como linhas de financiamento específicas, e que há outras opções, como a integração com a apicultura.

Os pesquisadores também explicaram que a escolha das árvores e o espaçamento entre elas vão depender do objetivo dos produtores. Se elas forem intercaladas com grãos, por exemplo, será necessária uma distância mínima para a passagem de máquinas. “Não existe um modelo pronto”, resumiu Bernardi.


G1



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