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Com queda nas vendas, empresários temem dificuldades para pagar o 13º

22/10/2015

Em São Carlos, SP, indústria deu férias coletivas após redução de pedidos.
Setor está sofrendo muito para ter reserva, afirma diretor regional do Ciesp.





O pagamento da primeira parcela do 13º salário, no mês que vem, é aguardado com ansiedade por trabalhadores de São Carlos [SP], mas empresários da cidade temem não conseguir pagar os funcionários por causa da redução na produção e nas vendas.

“O Brasil parou, ninguém mais compra, ninguém mais vende, e com isso as indústrias estão sofrendo muito para poder ter reserva de caixa para pagar o 13º”, afirmou o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo [Ciesp], Ubiraci Corrêa.

Pela lei, os empregadores devem cumprir prazos. A primeira parcela deve estar no bolso dos trabalhadores até o dia 30 de novembro e a segunda, até 20 de dezembro, no máximo. Mas nem todos sabem se será possível arcar com o compromisso.

Em uma indústria do setor metalúrgico, por exemplo, a linha de produção está parada. As vendas não aconteceram como o previsto e foi preciso dar férias coletivas para 110 funcionários.

“Porque nós não temos mais o que produzir. Por mais que a gente tenha tentado produzir para estoque, para guardar e futuramente entregar para os clientes, nós simplesmente não temos mais o que produzir”, disse Corrêa.

Em outra empresa, de ferramentaria e injeção plástica, o impacto do 13º dos 15 funcionários vai ser grande. O pagamento está previsto para o próximo dia 20 e só vai ser possível graças à retomada de fôlego nas vendas ao longo deste mês. Se não fosse isso, os proprietários teriam de contrair dívidas.

“Infelizmente, teríamos que recorrer a empréstimos de bancos, pagar juros altíssimos para poder honrar com os funcionários porque, no fim de ano, a gente não gostaria de demitir ninguém, para passar o Natal e o Ano Novo sem o salário”, afirmou o gerente de produção, Murilo Thomazi.

Para os empresários que atuam no comércio, o economista Luiz Fernando Paulillo explicou que a estratégia é antecipar as promoções e reduzir a contratação de temporários.

“A realidade é recessiva e qualquer ator econômico se ajusta, o comerciante vai fazer a mesma coisa. Pode ser que contrate menos ou não contrate. Em muitas lojas, é impossível deixar de contratar, mas ele faz alguma racionalização, ajuste de horas e contrata menos temporários para a época do Natal”.


G1



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