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Calotes crescem e comerciantes de Araraquara recusam cheques

27/10/2015

Em funilaria da cidade, prejuízo supera os R$ 100 mil, segundo empresário.
Insegurança ajuda a explicar a preferência por cartões, afirma Sincomércio.




Comerciantes de Araraquara [SP] reclamam da quantidade de cheques sem fundos e estão dando preferência a cartões de crédito para evitar prejuízos. Apenas em um estabelecimento da cidade, o valor perdido ultrapassa R$ 100 mil, um reflexo do cenário nacional.

De acordo com a Serasa Experian, de janeiro a setembro deste ano, 11.124.432 cheques foram devolvidos pela segunda vez em todo o país. Apenas no mês passado, foram 1.212.994, ou 2,21% do total, maior nível já registrado para setembro em toda a série histórica, iniciada em 1991.

“Neste ano teve um aumento. Teve mês de a gente pagar de R$ 7 mil a R$ 8 mil de cheques devolvidos”, contou o empresário Vagner Martinez, que tem uma funilaria há 11 anos. No passado, a média de valor era de R$ 1,3 mil a R$ 2 mil.

Prejuízo
Segundo o empreendedor, o total dos cheques devolvidos chega a mais de R$ 100 mil e o montante levou a uma mudança nas regras. “Não estamos aceitando mais. Só pegamos de quem a gente conhece mesmo, cliente antigo”, afirmou, reconhecendo que a medida pode ter impactos negativos.

“Atrapalha porque não é todo mundo que trabalha com cartão, não é todo mundo que tem o dinheiro no dia, então uns acabam pagando pelos erros dos outros”, disse.

Como Vagner, outros comerciantes também estão deixando de aceitar o cheque como forma de pagamento. Tudo por causa da inadimplência. “Fica muito difícil de cobrar quando ele volta, só através de medida judicial, cobrança judicial, e a justiça brasileira demora muito a fazer isso”, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista [Sincomércio] de Araraquara, Antonio Deliza Neto.

Nesse cenário, os cartões são cada vez mais bem-vindos, mesmo com as taxas. “O dinheiro de plástico, o cartão de crédito, traz muito menos dor de cabeça, apesar de ser mais caro. O risco de inadimplência no cartão é nulo e no cheque é enorme”, comentou Deliza.



G1



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