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Entenda a lei que obrigará o uso do farol baixo durante o dia

07/12/2015

Projeto que recomenda a ação apenas nas estradas teve início há mais de dois anos e agora passa por revisão do Senado. Estudos internacionais comprovam a eficácia das chamadas “luzes diurnas”




Na semana passada, o deputado Rubens Bueno [PPS-PR] deu andamento a um novo projeto de lei, que obrigará o uso de farol baixo durante o dia nas estradas. A regra, justificada para a maior segurança da sociedade, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para revisão do Senado.

No Brasil, o projeto 5070/13 foi apresentado em 27 de fevereiro de 2013, após um pedido do leitor paranaense Ronaldo Viana Soares. Para o deputado Bueno, pesquisas em países internacionais como o Japão e Estados Unidos, foram importantes para justificar a nova regra, que evitaria acidentes graves nas estradas.

Estudos sobre a luz diurna
Na realidade, alguns países de fora já fabricam os carros com o chamado “Daytime Running Light”, ou seja, um dispositivo de iluminação diurna que liga automaticamente com o carro. Na Europa, por exemplo, a regulação prevê a obrigatoriedade do DRL desde 2011. Como muitas colisões de trânsito são resultado da falha do motorista em perceber outro veículo, o dispositivo foi instalado em todos os carros da GM nos Estados Unidos desde 1995. Em estudo feito pela multinacional, concluiu-se que os clientes evitaram mais de 25 mil colisões de veículos após a inclusão do DRL.

No Brasil, você já encontra alguns carros fabricados com o DRL, como é o caso do Peugeot 208, o Citroën C3, o Volkswagen Jetta e o Fiat 500.

Outro benefício comprovado do uso do farol baixo é facilitar que o motorista aviste ao menos 3 km de distância a sua frente. Dados da NHTSA, uma associação norte-americana de segurança viária, mostram, por exemplo, que a medida reduziu em 5% a colisão entre carros e em 12% entre pedestres e ciclistas.

Ações como esta também foram resultado de análises do Euro NCAP e outras organizações, que comprovaram uma redução significativa no número de colisões. Como complementa o Secretário Geral da Latin NCAP Alejandro Furas, o Uruguai também é um dos países que conta com esse tipo de lei e usa o dispositivo automático das luzes dianteiras. Furas explica que há poucas opiniões contrárias, vindas de outros países da região que não quiseram colocar as luzes diurnas com a desculpa do maior consumo de combustível. “Esse aumento é mínimo, e as próprias normas da ONU indicam que as luzes diurnas ou o consumo de LED é significativamente menor”.

Para a organização, o objetivo é realmente dar mais visibilidade em todas as situações, tanto nas ruas quanto nas estradas, de dia e à noite. “Um veículo com luzes acesas durante o dia torna-se mais rápido e fácil de ser notado por outros condutores, ciclistas, motociclistas ou pedestres. Ainda ajuda na segurança pois dá uma noção melhor de distância ao veículo”, diz Furas.

De toda forma, ainda faltam estudos no Brasil que comprovem a eficácia da proposta.



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