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Unidade de Saúde do Tamanduá está sem médico fixo há dois meses

16/05/2016

Prefeitura diz que fez várias entrevistas, mas não contratou profissional.



Os moradores de Descalvado [SP] que buscam atendimento a Unidade de Saúde da Família [USF] do bairro Bosque do Tamanduá precisam esperar por várias horas ou procurar outro posto de saúde para passar por consulta há pelo menos dois meses. Os dois médicos que ficavam na unidade pediram demissão. A prefeitura está com dificuldade para encontrar profissionais, mesmo com salário acima dos R$ 10 mil.

Com a saída dos dois clínicos gerais que atendiam na unidade, médicos de outros lugares realizam atendimento no local, mas sem horário fixo. Por isso, moradores enfrentam dificuldade para agendar consultas.

Demora no atendimento
A empregada doméstica Débora do Amaral foi procurar atendimento por causa das fortes dores de cabeça, mas ela não conseguiu ser atendida. Ela precisou voltar no dia seguinte, foi examinada, mas perdeu dois dias de trabalho.
“Fui e até consegui ser atendida às 13h, mas perdi o trabalho. Consegui passar por um médico, mas fica essa situação de não ter um direto no local”, afirmou Débora.

O mesmo problema ocorreu com a dona de casa Cleonice Prudenciano dos Santos. Ela precisava ser consultada, pois estava com suspeita de infecção de urina. Ela teve de voltar para casa com dor e agora vai buscar atendimento com um médico na terça-feira [17]. “Precisa de um médico fixo. Hoje você vai com um, amanhã você vai com outro. Fiz exame com a doutora, agora vou levar para outro”, disse.

O aposentado Antônio Gilberto Cometa foi à unidade de saúde logo cedo para trocar uma receita. Ele precisa mudar a dosagem do remédio que toma para o fígado. O aposentado foi tentar outro posto para resolver o problema. “Agora tem que ir lá no outro posto, desde cedo eu estou atrás de um médico. Não para médico aqui, eles vem e não ficam nem uma semana e vão embora”, contou.

Salário acima de R$ 10 mil
A secretária explica que os médicos que trabalhavam no posto de saúde saíram para fazerem residência em outras cidades e que está difícil contratar substitutos. “Nós já fizemos diversas entrevistas, não houve a contratação porque não houve interesse por parte do profissional. Nós estamos oferecendo um salário de R$ 10.690 por nota fiscal”, disse a secretária de Saúde, Luiza Tinelli.

Ainda de acordo com a secretária, o revezamento de médicos da rede pública foi uma medida emergencial e que vai ser aberto edital em junho para tentar contratar os médicos. “Então cada meio período tem um médico suprindo as necessidades daquele território. Nós temos o pronto-atendimento 24h em Descalvado, nós temos um ginecologista que atende duas vezes por semana e o pediatra também duas vezes por semana naquele local”, informou Luiza.


G1





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