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Câmara Municipal

Cerca de 100 funcionários públicos se reúnem para decidirem sobre a recomposição salarial

02/06/2016

“Com greve quem sofrerá é o povo”, afirmou membro de comissão


Mesmo com tempo feio, chuva forte, raios e muitos trovões, cerca de 100 funcionários públicos municipais lotaram o Plenário da Câmara Municipal na noite desta quarta-feira, 1º de junho, em uma reunião onde foi debatida a não concessão da recomposição salarial sobre seus vencimentos.

Presentes na reunião estavam os membros da comissão de funcionários formada para representar a classe, os vereadores Vick Francisco [PPS], Helton Venâncio [PSDB] e Argeu Reschini [PTB], o vice-presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores e Funcionários Públicos das Câmaras Municipais, Autarquias e Prefeituras do Estado de São Paulo [FESSPMESP] Araken Lunardi e membros de sindicatos de mais três cidades da região.

O foco principal da reunião é o fato de que o Prefeito Henrique Fernando do Nascimento [PMDB] não vem, desde 2014, aplicando sobre os salários dos funcionários o repasse da inflação, que hoje corrói mais de 20% do poder de compra do salário dos funcionários públicos.

Lunardi disse aos presentes que a FESSPMESP irá a partir de agora tomar todas as medidas necessárias para que os funcionários públicos sejam tratados com dignidade pelo prefeito, pois eles são concursados e merecem usufruir dos direitos previstos na Constituição Federal.

O sindicalista disse que na manhã desta quinta-feira, 2 de junho, estará, em nome da federação, protocolando um documento na prefeitura, solicitando do prefeito uma audiência entre prefeito, federação e comissão de funcionários, para que de forma pacífica haja um consenso em torno de um índice de recomposição, já que os 3,58% propostos pelo governo são irrisórios face a perda inflacionária existente desde 2014.

Ainda segundo Lunardi, caso essa tentativa de acordo com o prefeito não tenha êxito, a federação irá agendar uma mediação junto a Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, onde a vice-presidente do judiciário tentará, através de uma “mesa redonda”, composta por funcionários públicos de Descalvado, membros da federação e membros do governo municipal, resolver de forma pacífica o impasse.

E mostrando infrutíferas essas tratativas amigáveis junto ao Prefeito Henrique, não restará alternativa senão, como disse Lunardi, “cruzar os braços” e fazer uma greve em Descalvado.

Como disse Sueila Assunção, funcionária pública e membro da comissão composta para defender os direitos da classe, “somos nós que fazemos a cidade funcionar” e sendo assim, greve é algo que não é desejado por ela, pois quem terá prejuízos com uma paralisação é o povo, pois serviços básicos como saúde, educação, transporte e outros poderão deixar de serem prestados à população descalvadense, caso esse estado de greve se confirme.

Sindicato omisso
Mais uma vez foi possível perceber que nenhum representante gestor do Sindicato dos Funcionários Públicos de Descalvado se fez presente na reunião, já que mesmo sendo convidado pela comissão que representa os funcionários, o sindicato não se fez presente.

Palavra aberta
Após a explanação feita pelo vereador Vick e pelos membros da comissão, bem como da federação, a palavra foi dada aos funcionários públicos presentes que além de fazerem diversas perguntas a Lunardi, teceram diversas críticas a um jornal local semanal, que na edição do último sábado acusou os funcionários públicos de fazerem uma “greve branca”, inclusive de forma bastante leviana afirma que no quadro de funcionários há muitos “braços curtos”.

Aqui queremos manifestar um pensamento, pois denegrir trabalhadores é completamente o revés da necessidade, o que é necessário é oferecer dignidade aos trabalhadores, salários justos e equipamentos que propiciem uma jornada de trabalho com qualidade.

Afirmar que varredores de rua pegam suas ferramentas e “somem” é uma total demagogia e uma total falta de respeito para com a categoria. Se há de fato ruas sujas não é porque os varredores “somem”, como afirmou o jornal, mas sim porque a cidade cresceu e o serviço público não acompanhou esse crescimento.

Dizer que pedreiros efetivos nunca estão disponíveis para nada é simplesmente não olhar o próprio umbigo, pois por diversas vezes nossa redação noticiou que funcionários estavam parados por falta de cimento, areia ou outro insumo necessário para a realização de serviços.

Esse mesmo semanário também teceu críticas contra o Descalvado Agora, pois afirmamos que com a exoneração dos comissionados, em atendimento a recomendação do Ministério Público geraria uma economia que abriria margem financeira para que fosse concedida uma recomposição salarial digna aos funcionários e aqui ratificamos tal afirmação, pois com tais exonerações, a prefeitura terá uma economia de cerca de R$ 1,3 milhões entre julho e dezembro de 2016, como pode ser visto em matéria específica já publicada, a qual pode ser vista nesse link.

É nítido que o semanário tenta todo sábado, defender o governo e blindar possíveis candidatos, mas ofender uma classe trabalhadora em prol de um grupo político é algo deprimente que beira o egocentrismo.




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