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Chegam os resultados da Carreta “Mulheres de Peito”: 14 são os casos de câncer de mama

24/12/2016

Programa de prevenção atingiu mais de 10% da população feminina acima dos 35 anos de idade. Mamografia é o meio mais eficaz de tratar a doença com antecedência e salvar vidas



O Programa da Carreta ‘Mulheres de Peito’ instalado em, Descalvado, na Praça Deolindo Zaffalon encerrou a atuação no município no último dia 10 de dezembro com um total de 850 mulheres atendidas a partir dos 35 anos de idade, correspondendo a 10,63% das mulheres dessa faixa etária em Descalvado. Com as últimas remessas dos exames que chegaram nesta quarta-feira, 21, foi detectado 14 casos com a classificação BI-RADS®IV [4] que estão sendo encaminhados ao médico mastologista.

Das 850 mulheres que realizaram o exame de mamografia gratuito, feito na carreta, 41 delas precisaram passar pelo exame complementar de ultrassom e três realizaram a chamada biópsia – pulsão de agulha fina Paaf. Com a chegada dos resultados dos exames das últimas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde averiguou que mais 21 dessas mulheres precisarão passar pelo exame de ultrassom que será agendado no Centro de Saúde ‘Dr. Vital Brasil’ [centro da cidade].

Os casos classificados como BI-RADS®IV [4] estão sendo encaminhados ao médico mastologista, na cidade de referência que é São Carlos. Todo tratamento e acompanhamento serão feitos através do SUS [Sistema Único de Saúde], sem qualquer custo para a paciente.

“Foi muito positiva a vinda da carreta para o município, pois despertou o interesse das mulheres nesta faixa etária em realizar a mamografia, considerando a facilidade da carreta estar tão próxima da população”, declarou a diretora municipal de Saúde, Luiza Tinelli que está muito feliz pela parceria com o Governo do Estado ter atingido a meta prevista. “Esperamos firmar novas parcerias com o Governo já a partir do próximo ano”, finalizou.

A Carreta ‘Mulheres de Peito’ é um programa do Governo do Estado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Descalvado que teve como objetivo incentivar as mulheres com idade a partir dos 35 anos a fazerem o exame preventivo do câncer de mama através da mamografia e promover um rastreamento contínuo e organizado da doença, visando à detecção precoce de tumores malignos inclusive em fases em que a mulher não apresenta nenhum sintoma.

Doença silenciosa
O câncer de mama é o mais temido! E com razão. Os números são alarmantes. Dados do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] indicam que 400 mil novos casos de câncer surgem a cada ano no Brasil, sendo que um terço deles com óbitos. A doença é a segunda que mais mata no país e sua incidência e mortalidade têm crescido em virtude do aumento da expectativa de vida e de fatores como poluição, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, tabagismo, entre muitos outros.

A grande preocupação com a doença é que ela é silenciosa, na grande maioria das vezes sem dor. O câncer de mama é perceptível por meio de nódulo ou tumor no seio. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante à casca de uma laranja e ainda surgirem nódulos palpáveis na axila.

A mamografia é capaz de mostrar lesões em fase inicial, permitindo que o tratamento seja ainda mais eficaz. Ela é feita através do mamógrafo, um aparelho de Raio-x criado em 1966, que comprime a mama de forma a fornecer melhores imagens. O exame pode ser um pouco doloroso para algumas mulheres, mas é perfeitamente suportável e, sem dúvida, vale a pena. A mamografia reduz em 30% a mortalidade das mulheres acima dos 50 anos. Além disso, para evitar o desconforto, o mais recomendado é que se evite realizá-lo no período pré-menstrual, quando muitas mulheres apresentam maior sensibilidade na mama.

Classificação BI-RADS®IV [4]
Quando o médico relator atribui BI-RADS®IV [4] a um resultado de exame significa que ele achou algo no exame que precisa de uma amostra física para ser estudada ao microscópio. O procedimento de colher essa amostra se chama biópsia. Nessa categoria, a chance de que a paciente tenha câncer vai de pouco mais de 2% até 95%. Todos os achados nessa categoria precisam de biópsia, mas ela foi subdividida em três grupos com risco diferente de que seja encontrado câncer [a, b, c].

No grupo 4a é quase certeza que o resultado será benigno [risco em torno de 10%], mas é seguro esperar seis meses para saber o resultado. No grupo 4b, o risco é um pouco maior, mas em geral é de menos de 50%. No grupo 4c, o risco já é de mais de 50%, mas menos de 95%.





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