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Empresa deixa funcionário levar bicho de estimação para o trabalho e dá licença peternidade para quem adotar um pet

01/08/2018

Fábrica de rações de Descalvado [SP] dá crachá para os animais entrarem na empresa e oferece 8h para quem adquire um cão ou gato se adaptar ao novo amigo.



Ao entrar no escritório de uma fábrica de rações em Descalvado [SP] é possível levar um susto ao se deparar com um Cane Corso italiano de 55 quilos e olhar curioso. Como assim um cachorro desse tamanho no local de trabalho?

Mas um breve olhar no ambiente mostra que ele não é o único. Cães de todos os tamanhos estão espalhados pelos escritórios e até na sala de reunião.

Desde 2016, os funcionários da fábrica podem trazer seus pets para os escritórios. Agora, a empresa adotou mais um benefício para quem quer um melhor amigo animal: licença peternidade de 8h para quem adotar ou adquirir um cachorro ou um gato.

Local de trabalho animal
A presença dos animais é bem-vinda em qualquer dia. Basta agendar e os animais têm crachá para entrar. As únicas exigências são que sejam recebidos no dia animais da mesma espécie, ou só cães ou só gatos, e que eles tenham mais de seis meses de vida, estejam vacinados, não sejam lactantes, grávidas ou no cio. O benefício vale apenas para os funcionários do escritório e não pode ser usado na indústria.

O dono do Cane Corso aprova totalmente a iniciativa. “Luke” causou estranheza no início, mas logo passou a ser querido por todos. “As pessoas depois que têm contato chegam perto veem o tanto que ele é calmo e tranquilo”, diz o diretor industrial Gustavo Bocato.

Ele acredita que a presença dos bichinhos aumenta a interação na empresa. “Facilita a aproximação de um com outro. Eu não tenho dúvida de que torna o ambiente de trabalho mais agradável e mais produtivo. Acho que o ambiente fica mais leve, facilita as pessoas a interagirem. Ajuda as pessoas a ficarem mais próximas e pessoas mais próximas são essenciais para um ambiente efetivo e eficiente”, afirma o diretor.

Para a atendente do Serviço de Atendimento ao Cliente [SAC] e dona do Pierrot, que é sem raça definida [SRD], Stephanie Ghise, a presença do animal ajuda a desestressar. “Eu trabalho o dia inteiro e ficar com ele aqui é muito bom, para mim e para ele também. Não me atrapalha. Você está um pouquinho apertada aqui, dá uma olhada para o cachorro dá uma desestressada. As pessoas vêm, fazem um carinho, eu acho que traz benefício para não só para quem traz o cachorro”, diz.

O cuidado é conjunto. Os animais ficam soltos, o dono traz água e ração, mas não é raro um colega de trabalho levar o bichinho para passear.

“É como se ela ficasse em casa, ela não estranha. As minhas colegas de trabalho se dão super bem com ela. Elas pedem: ‘quando é que você vai trazer?’. O clima muda, o ambiente muda, todo mundo fica mais alegre”, conta a dona da dachshund Pepê, a analista Tainara Cristina Oliveira. “A gente poder compartilhar um dia com o nosso pet é muito bom. O animal estando aqui com a gente, nosso dia flui mais leve, nosso humor muda, não tem o que pague compartilhar um dia aqui com ele”, afirmou.

Ganhando espaço
Cães e gatos estão cada vez mais ganhando espaço e nos últimos anos conquistaram status de membro da família. Cada vez mais presentes na vida das pessoas, além de ambiente de trabalho, estão sendo aceitos em pousadas, shoppings e até restaurantes.

A tendência vem atrás do mercado pet, que é um dos que mais crescem no país e não sabe o que é crise. O Brasil tem a segunda maior população pet do mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], são mais de 132,4 milhões de animais de estimação, sendo 53 milhões de cães e 22 milhões de gatos. Há mais animais do que bebês nas casas brasileiras.

O país é o terceiro do mundo em faturamento no setor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação [Abinpet].

A estimativa do Instituto Pet Brasil é que mais de R$ 25 bilhões tenham circulado no ano passado por esse segmento da economia, um crescimento de 7% em relação a 2016.

Impacto
Voltada para o mercado pet e dependente desse mercado, a empresa viu nesse benefício uma forma de encontrar e fidelizar funcionários que compartilham do amor por animais.

A gerente de RH, Silvia Maria Pavarina, diz que muitas pessoas se surpreendem com a iniciativa e isso conta na decisão dos candidatos e também no comprometimento dos funcionários.

“Quando a gente tem algo poderoso, que é tão importante para a gente, ficamos dispostos a fazer concessões porque a gente entende que não é comum, não é requisito legal, então a gente vê que isso faz a diferença e tem a contrapartida. ”

A política pet friendly pesou na decisão da veterinária Maiara Vieira em deixar a clínica para trabalhar no Serviço de Atendimento ao Cliente [SAC]. “Eu já trabalhava com animal e é uma coisa que eu faço questão. Então, estando aqui era uma coisa que eu sentiria falta porque a gente não tem contato direto com o animal, mas com essa política é algo que facilita muito a vida”, diz a dona da dachshund Mimosa, de 12 anos, que chega a ficar no colo da atendente.

A empresa é política pet friendly desde 2012 e aos poucos, foi aplicando a política em todas as unidades. “A última foi São Paulo, porque é um prédio comercial. Teve que ter uma negociação e estabelecimento de algumas regras e levou mais tempo”, conta a gerente.

Dona do gato Mingau, Silvia também utiliza o benefício e diz que o animal também gosta e isso influencia na convivência no ambiente. “A gente entende o impacto que eles exercem na vida do ser humano. Quem não tem a história de um bichinho de estimação para contar. Quem não daria tudo por um dia a mais com esse bichinho. As pessoas desenvolvem relações afetivas com você porque tem um interesse em comum. Isso melhora o clima num todo”, diz Silvia.

Fonte: G1





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