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Golpistas usam sites falsos para roubar dados de cartões de crédito

22/10/2018

Nova forma de agir pode ser considerada estelionato, diz presidente da comissão de direito digital. Vítimas devem registrar boletim de ocorrência para investigação dos casos.



Golpistas estão usando sites falsos para roubar dados de cartão de crédito em São Carlos [SP] e região. É preciso ficar atento às faturas e registrar boletim de ocorrência para investigação e para que as medidas de segurança sejam reforçadas.

Somente neste ano, de janeiro a agosto foram identificados mais de 920 mil golpes com cartão de crédito no país. São quase 3 casos por minuto.

Golpe
Em São Carlos, o professor Adalberto Belgamo foi vítima dos criminosos. Eles usaram os dados dele para fazer compras de R$ 3 mil no exterior. O dinheiro foi estornado, mas o susto fez ele ser mais cauteloso.

“Hoje em dia eu prefiro conhecer a empresa. Se for comprar alguma coisa eu fuço, fico vendo se ela tem algum problema, se é idônea”, afirmou.

Dados do cartão
Com a presença dos chips e do desbloqueio por meio senha, a clonagem de cartões ficou mais difícil, mas os fraudadores encontram um novo caminho.

Agora não é preciso ter acesso ao cartão de crédito da vítima pra fazer os gastos em nome do verdadeiro dono, bastam ter os dados deles.

“Nós temos um problema de sites falsos e uma vez inseridos os dados não há mais controle do que pode ser feito com esses dados, mesmo porque fornece nome completo, CPF, número do cartão e o código de segurança”, disse o presidente da comissão de direito digital da Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] de Araraquara, Rodrigo Coxe.

Nova forma de agir
Os bandidos também mudaram o jeito de agir. Às vezes o valor é tão pequeno que o dono nem percebe na fatura. Os fraudadores fazem isso pra testar se o cartão e válido e também pra saber qual o limite. Por isso os torpedos de compra ganham cada fez mais importância.

O servidor público José Adilson de Abreu Júnior começou a receber SMS do aplicativo do banco incialmente com valores pequenos. A segunda clonagem ocorreu há quinze dias, mas dessa vez os fraudadores foram bem mais ousados.

“Começou com esses testes, com recarga de celular, só que foram diversas na sequência. E tiveram compras de R$ 400, R$ 500 e as duas últimas em torno de R$ 5 mil e R$ 6 mil”, afirmou.

Ele oficializou a reclamação junto ao setor de segurança da empresa e diminuiu o limite.

Estelionato
O presidente da comissão de direito digital da OAB diz que, apesar de ser um crime cibernético, a nova clonagem de cartões de crédito pode ser enquadrada como estelionato.

“Você coloca a pessoa numa situação de fraude porque convence a pessoa a fazer algo que para ela é real, mas tudo não passa de um teatro. O estelionato pode ter uma pena de até 5 anos de prisão”, afirmou.


Fonte: G1





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