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Facebook altera regras para conter a desinformação e discurso de ódio

20/09/2020

O Facebook anunciou na última quinta-feira 17 que vai alterar as regras de publicação nos grupos da rede social. O objetivo, com isso, é frear o fluxo de desinformação e discurso de ódio na plataforma, algo que vem incomodando usuários e anunciantes.

Como era
Uma das principais alterações está relacionada à política de reincidência, que penaliza o usuário que persistir nas atividades que o fizeram ser punido pela primeira vez.

Atualmente, os administradores de grupos, páginas ou eventos previamente removidos por violarem os Padrões da Comunidade são proibidos de criar outros semelhantes.

Como fica
Agora, além dos administradores, o Facebook estende a regra para os moderadores, que não poderão criar novos grupos pelo período de 30 dias após a remoção do anterior. Se, após esse prazo, o usuário tentar violar novamente as políticas da rede social, ele terá suas permissões pausadas por mais 30 dias.

Os membros dos grupos também foram incluídos nas punições. Após a publicação de conteúdo ofensivo ou que contenha desinformação, todos os seus posts seguintes terão de passar pela aprovação prévia do administrador ou moderador. Se, ainda assim, estes aprovarem conteúdo que seja considerado prejudicial, o grupo será banido.

Fim das terras sem dono
O Facebook advertiu que começará a arquivar grupos que não tenham um administrador ativo. Isso significa que a função terá de ser passada a outro membro se o responsável anterior não estiver cuidando proativamente do grupo.

Quando esse tipo de situação for identificado, a própria rede social vai enviar convites aos usuários que possam estar interessados, com a condição de que eles não tenham um histórico de violações.

Grupos sobre saúde
A pandemia de Covid-19 colocou em evidência os riscos trazidos pela desinformação à vida dos usuários. Numa tentativa de mitigar este problema, o Facebook vai parar de recomendar grupos sobre saúde nas sugestões de conteúdo.

A empresa de Mark Zuckerberg afirma que esses espaços podem ser positivos para dar e receber apoio em circunstâncias difíceis da vida, mas reconhece que "é crucial que as pessoas obtenham informações sobre saúde por fontes oficiais".

Para quem esperava atitudes mais radicais em relação à segurança na pandemia, esta medida é tímida. Apesar de não serem mais recomendados, esses grupos continuarão a existir e ainda poderão ser encontrados por meio da ferramenta de pesquisa.

Pressão e boicotes
Na última quarta-feira 16, celebridades como Kim Kardashian, Jennifer Lawrence e Leonardo DiCaprio se ausentaram das redes sociais em apoio à campanha Stop Hate For Profit, que pressiona o Facebook a tomar medidas mais rígidas para controlar o que é publicado na plataforma.

Em vez de publicar conteúdo corriqueiro, os famosos dedicaram o dia à conscientização de seus seguidores, compartilhando informações sobre como certo tipo de conteúdo pode "levar à violência na vida real e semear a divisão".

Anteriormente, em julho, a Stop Hate For Profit incentivou grandes empresas a pararem de anunciar na plataforma por um mês inteiro. Gigantes como Unilever, Honda e Coca-Cola aderiram.

Na ocasião, Mark Zuckerberg defendeu sua companhia afirmando que a desinformação e o ódio são apenas uma "pequena parte" do Facebook, e que a empresa não lucra com isso.

*Por Davi Medeiros, editado por Daniel Junqueira

Fonte https://olhardigital.com.br/ ; ; Via: Tech Crunch





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