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Em gravação, vereador assassinado acusou ex-prefeito de ameaças

14/10/2010

Evaldo José Nalin foi morto com 7 tiros na noite de sábado (9)

O vereador e escrivão de polícia Evaldo José Nalin, morto com sete tiros na noite de sábado (9), em Analândia, vinha recebendo ameaças. Em um áudio gravado durante uma sessão da Câmara de Vereadores, a vítima diz que uma delas foi feita pelo ex-prefeito da cidade e atual chefe de gabinete, José Roberto Perin.

Na gravação, ele acusa Perin de persegui-lo. “Está me ameaçando. Tendo em vista as perseguições que ele está fazendo com relação a minha pessoa, tentando me transferir de Analândia”, dizia um trecho.

Nalin tinha um pedido de transferência feito pela prefeitura ao delegado seccional de Rio Claro. O vereador, que estava no primeiro mandato, questionou a prestação de contas da prefeitura, em 2008. Ele pedia à Presidência da Câmara que as contas passassem por auditoria, além de investigar outros indícios de irregularidades.

O prefeito Luizinho Garbuio alega que só fez o pedido por causa de reclamações de alguns moradores. “A população me procurou dizendo que estava sendo mal atendida na delegacia por ele. Eu pedi a transferência e não fiz nada escondido”, disse.

Perin, que era o prefeito na época, se defende dizendo que tudo foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo e nega ter ameaçado o vereador. “Se fosse uma ameaça de fato, ele faria um boletim de ocorrência e entraria com uma ação judicial. Se for ver nas atas das sessões, existem discórdias, discussões, brigas políticas, mas nada pessoal”, explicou.

Investigação

Nesta quarta-feira (13), a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o assassinato. Ao todo, 10 testemunhas já foram ouvidas.

A polícia já sabe que os dois criminosos que atiraram no vereador não eram da cidade, mas eles ainda não foram identificados. “Tudo leva a crer que o fato dele ser policial não interferiu no cometimento do crime. Foi de ordem política ou pessoal”, explicou o delegado que investiga o caso, Roberto Daher.

Nalin levou sete tiros na cabeça quando assistia TV com a mulher na casa onde morava no centro. Ele foi vereador e vice-prefeito em Itirapina, onde nasceu. Após se mudar para Analândia, conseguiu se eleger também vereador da cidade.

A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito, mas, se o delegado achar necessário, o prazo pode ser prorrogado.

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