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Vereador confessa envolvimento em fraude de concurso público

02/08/2011

MP investiga o caso; vereadores que votassem a favor da prefeitura seriam beneficiados

O Ministério Público está investigandose houve fraude em um concurso para a Prefeitura de Analândia, na região Central do Estado de São Paulo. A confissão de um vereador envolvido deu mais força à denúncia.

A primeira denúncia sobre o caso foi feita na véspera do concurso pela ONG Associação dos Amigos de Analândia (Amasa) para Procuradoria Regional do Trabalho. Meses depois, ela também foi encaminhada para o Ministério Público em Itirapina que, em maio, abriu inquérito civil para apurar o caso.

O ex-presidente da Câmara, Leandro Eduardo Santarpio, denunciou que foi oferecido pela prefeitura um acerto com alguns vereadores. Eles ou parentes seriam beneficiados no concurso, mas em troca precisariam votar a favor da prefeitura.

Santarpio gravou uma conversa entre ele e o vereador Luiz Carlos dos Santos, o Caqui.

Leandro: “Para mim [Beto Perin, chefe de gabinete da prefeitura] ele falou que talvez eu não ia passar em primeiro, mas mesmo assim ele ia colocar umas pessoas na frente e depois dava um jeito..”

Luiz Carlos (Caqui): “É, foi o que ele falou para mim também”.

Leandro: Foi o que ele falou pra você também?”

Luiz Carlos (Caqui): “Não passa em primeiro porque senão o povo ia ficar falando tal e tal”.

Em nota, Santarpio disse que espera justiça e a punição dos responsáveis. De acordo com a Amasa, há testemunhas que confirmam o favorecimento. “Tem testemunhas que falam que eles entregaram a prova em branco. A gente quer que pessoas competentes passem no concurso”, disse o diretor da ONG Amasa, Vanderlei Vivaldi.

O vereador Luiz Carlos dos Santos passou no concurso para encarregado de obras e serviços, com salário de aproximadamente R$ 1,7 mil. O MP pediu uma posição dele sobre o caso e o vereador confirmou a denúncia de que a aprovação dele foi facilitada.

Em carta para a promotora, o vereador disse que não tinha conhecimento suficiente para ser aprovado e que recebeu R$ 3 mil de Beto Perin, chefe de gabinete da prefeitura. Ele afirmou também que não foi nomeado porque manteve a independência na atuação na Câmara.

Para a Amasa, a confissão de Santos é uma evidência de corrupção. “O próprio acusado está confessando. O povo está sem representante na Câmara. Nós estamos entregues nas mãos de uma quadrilha”, disse Vivaldi.

O Ministério Público tem 180 dias de prazo para as investigações, mas pode pedir prorrogação. O vereador Luiz Carlos dos Santos não quis dar entrevista. A assistente jurídica Sandra Zala informou que o prefeito, Luiz Antônio Aparecido Garbuio, e o chefe de gabinete, Beto Perin, não estavam na prefeitura. Ela pediu para que a reportagem enviasse um e-mail com os questionamentos, mas eles não responderam.


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