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Médico que chamou PM alega que não ia deixar paciente morrer

23/08/2011

Médico que chamou PM alega que não ia deixar paciente morrer

O médico que chamou a polícia para conseguir internar um paciente no Centro de Terapia Intensivo (CTI) da Santa Casa de Sertãozinho no último sábado (20), declarou que não o deixaria morrer a míngua.

Segundo o plantonista Paulo Laredo Pinto, ele chamou a Polícia Militar para se preservar. “Registrei um boletim de preservação de direito, pois a vida é um bem maior. A administradora não é médica. Além disso, existe o crime de omissão de socorro, que consta no Código Penal. O leito não é de ninguém. É de quem precisa”, declara.

De acordo com o médico, o paciente Gesuel Lisboa, de 55 anos, estava na emergência e precisava de uma vaga no CTI. Porém, o único leito estava disponível somente para conveniados. “A enfermeira ligou para a administradora do hospital para pedir a autorização e ela se recusou a falar comigo. Eu não ia deixar o cara morrer na minha mão. Por isso, outros colegas e eu decidimos levá-lo para lá, mesmo contra a ordem da administração”, afirma.

Lisboa continua internado no CTI. O estado dele é estável, mas ainda inspira cuidados, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital.

Repercussão

Plantonista desde 2008 na Santa Casa de Sertãozinho, o médico Paulo Laredo Pinto disse foi parabenizado pelos profissionais do hospital pela sua atitude.

Outro lado

Em nota, a assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o paciente estava internado no hospital desde o último 10, por conta de um acidente. Depois de sentir uma dor torácica, ele foi transferido para a unidade de emergência, onde foi avaliado pelo médico Paulo Laredo Pinto, que constatou uma embolia pulmonar. Havia a necessidade de transferência para o CTI, mas no momento não tinham leitos disponíveis para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a nota, o médico quebrou o protocolo de internação e de regulação de vagas do hospital. “É válido ressaltar que o procedimento correto a ser adotado pelo médico Dr. Paulo Laredo Pinto, teria sido o de entrar em contato primeiramente com o médico coordenador da Unidade de Emergência, que por sua vez, pediria a autorização de internação para o diretor clínico da Santa Casa, que só soube da intercorrência na manhã de hoje (segunda-feira), pela Administração do hospital”.

A nota informa ainda que a Polícia Militar não teve participação na transferência do paciente para a UTI, pois “esta incumbência não lhe cabe”. Com relação ao registro do boletim de ocorrência não-criminal feito pelo médico, o hospital considerou a atitude desnecessária, pois seguir os protocolos de internação é uma rotina comum para todos os médicos da instituição. A assessoria informa ainda que o paciente “em momento algum correu risco durante os minutos que aguardou pela transferência para a unidade de terapia intensiva”.


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