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Servidores públicos federais entrarão em greve a partir do dia 11 de junho

29/05/2012

Reajuste salarial, perdas inflacionárias e a não cooperação do Governo motivam a greve.

Na manhã de hoje (29), o Coordenador Geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativos da Universidade Federal de São Carlos (SINTUFSCar), Sérgio Pinheiro Nunes, em entrevista coletiva a imprensa, comunicou que os servidores públicos federais, entrarão em greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 11 de junho.

Segundo o Coordenador o indicativo de greve já foi aprovado pela categoria na última assembleia, onde foi definido pelas entidades do Serviço Público Federal, pelo Fórum do Serviço Público Federal, do qual a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) faz parte, um calendário que deverá ser seguido por todas as entidades públicas federais.

"A diretoria do SINTUFSCar vem discutindo com a base nos seus três Campus, em Araras, Sorocaba e São Carlos, sobre a necessidade de partimos para uma greve unificada de todo o Serviço Público Federal, ou seja, os professores das Universidades Federais, os técnicos administrativos das Universidades Federais, os funcionários da Previdência Social, do Ministério da Saúde, do Ministério de Ciência e Tecnologia, IBAMA, Ministério do Trabalho, Receita Federal, ou seja, é todo o Serviço Público Federal que está partindo para uma greve unificada neste momento, com uma data indicativa de deflagração de greve a partir do dia 11 de junho", afirmou Nunes.

Ainda segundo o Coordenador, a partir do dia 11 de junho, a menos que o Governo Federal apresente algo na mesa de negociações, o que ainda não ocorreu, os Servidores Públicos Federais entraram em greve.

"O Governo não nos apresenta nada, eles mantêm sempre o mesmo discurso da hostilidade, a crise na Grécia, o problema do dólar, a questão do câmbio, e não tem colocado nada na mesa, nos temos tidos perdas desde a época de Fernando Collor. A categoria não tem tido reajuste salarial, o que nós temos conseguido são apenas algumas recomposições de perdas inflacionárias", comentou ele.

Em relação de 2007 à 2012, quando foi feito uma reestruturação na carreira dos servidores, onde tiveram uma recomposição salarial, segundo Nunes, tiveram perdas inflacionárias da ordem de 25%.

Nunes afirmou ainda que desde a época de Fernando Collor, o Serviço Público vem sendo sucateado, privatizado e entregue a empresas, mas que, porém, a terceirização não implica na melhoria da qualidade do serviço prestado.

"Universidade já faz tempo que não realiza mais concurso para diversas áreas, como a vigilância, pessoal de apoio, de limpeza, pessoal da área de jardinagem e isso vem acontecendo agora também nos Hospitais Universitários, em que foi criada uma empresa para administrar, porém isso não implica na melhoria dos serviços prestados", afirmou.

Sérgio Nunes fez questão de enfatizar que não é uma paralisação, é greve. Segundo ele os professores das Universidades Federais já deflagraram a sua greve. Ele enfatizou ainda que o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em tentativa de negociação, afirmou que não negocia com grevistas.

"O Ministro da Educação, muito estranhamente, disse que não conversa com grevistas. É de se estranhar porque o partido ao qual ele pertence foi construído nas greves em 1979 na Scania, surgiu das greves dos trabalhadores, da luta por melhores condições de trabalho, pela luta por salário, agora o Ministro ligado ao partido...", comentou.

Reivindicações
Além da reposição das perdas inflacionárias, reajuste salarial, diminuição das horas trabalhadas, os Servidores Públicos Federais reivindicam a paralisação de diversos projetos que tramita no Congresso Nacional em que tiram direitos da categoria.

"O que as pessoas muitas vezes não entendem é que o servidor público independente do salário que ele possui, ele contribui diferentemente do trabalhador da iniciativa privada que contribui com 8%, nós contribuímos com 11% para nossa Previdência Social, nós não temos Fundo de Garantia quando nos aposentamos", concluiu Nunes.

Negociações
De acordo com o Coordenador Geral do SINTUFSCar, a Fasubra já fez 51 reuniões com o Governo, que mantém o seu posicionamento de que "não temos nada para oferecer".

Segundo ele, quando o Governo diz que não tem nada a oferecer, significa que 2012 os Servidores Públicos Federais não terão reposição das perdas inflacionárias, e implica que em 2013, se a categoria não se mobilizar, também não terão nem reajuste salarial e nem a reposição das perdas inflacionárias.

São Carlos Agora









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