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Xadrez é aliado no tratamento de crianças hiperativas, diz especialista

26/02/2013

Maior concentração e raciocínio rápido são benefícios para quem joga.
Aulas gratuitas são oferecidas em Boa Esperança do Sul e Matão, SP.


O jogo de xadrez é um excelente aliado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Maior concentração em sala de aula e desenvolvimento mais rápido do raciocínio são alguns dos benefícios de quem joga. A afirmação é da fonoaudióloga Taís de Lima Ferreira, que integra um grupo de estudos em transtornos de atenção no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em Boa Esperança do Sul e Matão, são oferecidas aulas gratuitas semanalmente às crianças.

“Todos os jogos, toda a forma de estimulação é sempre muito boa para criança com TDAH e também para quem não tem problema nenhum. O xadrez é um jogo que estimula a atenção, o treino atencional, a flexibilidade cognitiva, o planejamento de ações posteriores”, ressaltou a especialista.

O estudante Vitor Roberto, de 16 anos, começou a jogar xadrez aos sete. O primeiro contato com o jogo surgiu em um clube de Boa Esperança do Sul. Ele deu continuidade em uma escola municipal de xadrez. Com o incentivo, ele tornou-se um dos melhores jogadores do estado e conquistou o Campeonato Brasileiro Amador de Xadrez.

"Eu era muito hiperativo na escola e minha mãe queria uma aula para eu passar o tempo. Eu fui para o karatê, futebol, natação e o único que eu gostei foi o xadrez", contou o jovem.

A iniciativa de Vitor ajuda outros estudantes a despertar o interesse pelo xadrez. João Paulo de Almeida, de 13 anos, é um dos seguidores. "É um jogo muito desafiador e amplo e isso inspira bastante", disse.

Disciplina
Caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico de origem genética que pode comprometer o convívio familiar e o desempenho escolar. Por isso, muitas escolas mantêm o xadrez como disciplina, ressalta o professor Jurandir Dias de Godoi.

Além de jogos que exigem concentração, o esporte também é eficaz nesse processo, ressaltou a especialista. “Os esportes vão privilegiar a questão social, porque o TDAH traz um comprometimento social. Os profissionais é que irão orientar a família de acordo com o perfil da criança sobre qual modalidade é a melhor”, explicou a especialista da Unicamp.

Pesquisa
Pelo menos 912 mil crianças brasileiras de 5 a 12 anos - o equivalente a 3,3% da população infantil, segundo o IBGE - possuem TDAH, mas nunca trataram. Outros 625 mil menores, 2,3% do total, nem sabem que têm a doença.

Esse é o resultado de um estudo realizado por psiquiatras e neurologistas da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp, do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos, e do Instituto Glia em Neurociência de Ribeirão Preto (SP).

G1









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