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Sítio sustentável de Caconde tem até parede pintada com tinta de terra

25/03/2013

Agrônomo aplica o conceito da permacultura há 10 anos na zona rural.
Telhado de grama, que deixa casa mais fresca, é um dos destaques.


Um sítio de Caconde (SP) é exemplo de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. O proprietário, um agrônomo, mantém o equilíbrio reaproveitando o que a natureza oferece sem agredi-la. O local tem telhado de grama e as paredes pintadas com terra.

Desde criança, Pedro Bazilli Neto sempre teve o interesse de trabalhar no campo e, por isso, decidiu fazer agronomia na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Na faculdade, ele teve contato com a permacultura, um conceito usado há 10 anos na fazenda onde vive. “Cultura permanente, de sustentabilidade, então essa questão da permacultura é um design da propriedade, das casas, das construções, captação de água, tratamento de esgoto”, explicou.

Agricultura
Todas as plantas que nascem por conta da natureza são preservadas, crescem e dão frutos. “A gente vê a área não só como uma área plana, não só como metro quadrado, mas um metro cúbico também. Então o café ocupa a parte mais baixa dessa floresta, depois vem a bananeira e depois as arvores nativas como embaúba, paineira plantado também”, explicou.

No sítio de 27,5 hectares, toda produção tem certificação orgânica. São 250 sacas de café por safra e 250 quilos de banana por semana.

No quintal, também é possível encontrar palmito pupunha, uma espécie nativa da Amazônia, autorizada para produção. Bazilli plantou quatro mil pés, mas poucos resistiram. Quando estava desanimado com a lavoura percebeu que as palmeiras começaram a se adaptar ao clima. “Através da seleção natural foram selecionadas 600 plantas mais adaptadas à região, sem irrigação, sem adubação, Hoje estamos explorando o palmito e vendendo semanalmente”.

Telhado de grama
A propriedade vive em equilíbrio e o verde está por todos os cantos, até no telhado da casa. O gramado, um tipo de jardim suspenso, ajuda a reter a água da chuva e diminui a erosão.

A residência é forrada com bambu, uma lona, depois terra e o gramado. “No inverno, no lado de fora fez seis graus e do lado de dentro estava 13. No verão, fez 31 do lado de fora e do lado de dentro estava 26. Então tem uma variação bem menor, a casa fica mais fresca, mais amena. Ela consegue reter uma chuva de até 40 milímetros e, o que chover além disso, ele vai soltando aos poucos”, explicou.

Tinta de terra
Tudo foi construído se baseando no conceito de sustentabilidade. Até a tinta usada nas paredes é feita com terra. “É, aqui a terra não suja, ela enfeita e ajuda na conservação da parede. Quanto mais fina for essa terra, melhor a qualidade da tinta”, disse.

Para preparar a tinta, ele usa água, cola escolar e terra, conseguindo até variar cores. “Outra vantagem é a questão de custo. É metade do valor se fosse látex, se fosse uma tinta convencional. Ela fixa bem e tem uma durabilidade boa, semelhante a do látex mesmo”, disse.

Quando a tinta está úmida, não dá muito resultado. Só quando seca dá para ver melhor a cor. “Ela fica clara por causa do branco da cola. Na medida em que a cola seca, ela fica transparente e destaca a coloração”.

Reaproveitamento
O agrônomo cria abelhas no sítio e, com a cera da colmeia, extrato de própolis e óleo de linhaça, ele produz o verniz usado no madeiramento. “Além de impermeabilizar a madeira, ele também tem a função de evitar fungos, evitar o apodrecimento da madeira por fungos”, explicou Pedro ressaltando que o ambiente também fica perfumado.

Os móveis também são de madeira reaproveitada. A cama, por exemplo, é feita com um tronco de árvore. Toda a decoração foi feita por Roberta, irmã do Pedro. Ela é designer de interiores e apoia esse conceito de agroecologia. “Eu acho muito legal a gente conseguir fazer essa integração com a natureza. Sem agredir e usar o que a própria terra nos oferece”, explicou.

No sítio, Pedro semeou um estilo de vida e está colhendo os frutos: tranquilidade e fartura. Com isso, ele nem pensa na ideia de mudar de endereço. “Não, não tem como trocar. Daqui não saio”, destacou.


G1


















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