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Família de professora assassinada pedirá indenização por danos morais

14/04/2013

Simone Lima de 27 anos foi morta dentro de escola estadual de Itirapina, SP.
Advogado diz que faltou segurança no local e assistência à família da vítima.


O advogado da família da professora de português que morreu após ser esfaqueada por um aluno, dentro de uma escola estadual, em Itirapina (SP), no dia 11 de março, vai entrar com uma ação contra o Estado de São Paulo pedindo uma indenização por danos morais, com a alegação de que faltou segurança na escola e que os parentes da vítima não tiveram assistência após o assassinato. O valor ainda não foi calculado, mas, segundo Luiz Angelo Cerri Neto, pode ultrapassar R$ 455 mil. A Secretária de Educação do Estado negou a falta de segurança na unidade e informou que prestou apoio em caráter excepcional à família.

“O Estado vira as costas para a próxima notícia de repercussão e se esquece dos familiares e sociedade, mas principalmente, se esquece da vítima que foi morta durante o horário de aula, na sala dos professores”, declarou o advogado Luiz Angelo Cerri Neto, em texto de manifesto divulgado para a imprensa no dia que o crime completou um mês. Em entrevista ao G1, Cerri Neto enfatizou a falta de segurança que causou a morte da docente na escola. "Qualquer um pode ter acesso à escola e isso pode ser comparado ao que aconteceu na tragédia de Realengo, no Rio de Janeiro", disse.

Simone Lima, de 27 anos, foi morta dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo Camargo por Thomas Hiroshi Haraguti, de 33 anos, aluno do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ele foi preso horas depois do crime e, em depoimento à polícia, disse que cometeu o crime porque estava com raiva da professora. Segundo o delegado José Francisco Minelli, o estudante seria apaixonado por Simone, mas não era correspondido. Ele responderá por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Segundo Keila Litholdo, sobrinha da vítima, além da falta de segurança na escola onde o crime ocorreu, o Estado também deixou de oferecer assistência psicológica à família. “Veio um psicólogo no dia seguinte da morte dela, conversou com a família e ficou de voltar, mas nunca mais voltou e não deu nenhuma justificativa. Ele tinha dito que ia passar um relatório para o chefe dele e que retornaria porque a gente precisava de apoio, porque tinha sido um grande choque, mas não voltou mais. É tudo por nossa conta, um dando apoio para o outro”, desabafou Keila.

O processo tramita no fórum de Itirapina e Cerri Neto entrará com a ação na Vara da Fazenda Pública Estadual, juntamente com os advogados Roberto Parentoni e Luzia Helena Sanchez.

Cerri Neto informou que o valor da indenização a ser pedida ainda não foi calculado, mas poderá ser de aproximadamente R$ 455 mil, que será dividido entre as três irmãs da vítima. “Será baseado no salário dela, multiplicado por 35 anos, que seria o tempo de aposentadoria”, disse.

Além da ação contra o Estado, Cerri Neto também pedirá indenização ao autor do crime e também será baseada no mesmo cálculo. “Quando o juiz condena, ele pode fixar um valor para indenização para a família. Se for insatisfatório, eu entro com pedido para aumentar o valor”, explicou o advogado.

Uma missa em homenagem aos 30 dias da morte da professora foi celebrada neste sábado (13), na Igreja Matriz de Santo Antônio, na região central de Itirapina.

Segurança e assistência
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação de Estado de São Paulo informou que dois psicólogos especializados em situações de luto estiveram na unidade de ensino no dia 14 de março para promover atividades de psicoeducação a respeito do ocorrido e que foi feita uma visita à família da professora para prestar apoio em caráter excepcional.

Também informou que a escola dispõe de sistema de videomonitoramento, infraestrutura adequada, agentes de organização escolar, além do apoio regular da Ronda Escolar, da Polícia Militar. Também ressaltou que o assassinato não foi decorrente de invasão de pessoas estranhas à comunidade escolar e, além disso, a secretaria trabalha regularmente no combate à violência por meio de programas como o Sistema de Proteção Escolar, implantado em 2009 em todas as unidades de ensino.


G1


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