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Empreiteiro é indiciado por violação de sepultura em São Carlos

26/04/2013

Ele teria recebido R$ 2 mil para construir túmulo onde estavam 3 crianças.
Homem alegou que a administração do cemitério permitiu a construção.


A Polícia Civil de São Carlos (SP) indiciou nesta quinta-feira (25) um empreiteiro de 68 anos por suspeita de violação de um túmulo do cemitério Nossa Senhora Aparecida, o maior da cidade. Ele teria recebido R$ 2 mil para construir uma nova sepultura onde estavam enterradas três crianças. A defesa dele não foi encontrada para comentar o assunto.

No dia 11 de abril, a representante comercial Solange Maria Dias veio a São Carlos para visitar o túmulo dos três filhos, mas teve dificuldade para encontrar. Ela descobriu que a sepultura foi vendida irregularmente para outra família.

Os restos mortais das crianças foram enterrados em outro local, sem consentimento da família. Otacílio Gianotti, que trabalha há mais de 30 anos no cemitério, apontou o lugar do enterro clandestino.

Segundo o delegado Maurício Dotta, responsável pelas investigações, o empreiteiro alegou que a administração do cemitério permitiu a construção de uma nova sepultura no espaço destinado à família de Solange.

Ainda de acordo com Dotta, Gianotti disse que recebeu R$ 2 mil para a construção de um novo túmulo e que três funcionários realizaram o serviço.

Ele foi indiciado pelos crimes de violação de sepultura e crime contra o sentimento e respeito aos mortos. As penas podem chegar a quatro anos de prisão. A reportagem do Jornal Regional tentou falar com o advogado de Gianotti, mas não obteve retorno.

Casos
No dia 17 de abril, a advogada da família que comprou o túmulo onde estavam as crianças entregou os documentos que oficializavam a venda. Na taxa de venda, que é de R$ 400, tem a identificação da Prefeitura de São Carlosx. O recibo comprova a compra, feita em 18 de julho de 2005 por R$ 2 mil, e foi assinado por um responsável pelo cemitério, mas não consta o nome e documento de identificação, como RG ou CPF.

Também no dia 17, o delegado recebeu a denúncia de uma mulher que afirmou que o túmulo da mãe foi vendido, os restos mortais transferidos para um ossário, mas o corpo do tio está desaparecido.

Investigação
A Prefeitura de São Carlos solicitou que a administração do Cemitério faça um levantamento de todos os túmulos da área infantil. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, não há prazo para entrega do documento com as informações sobre os túmulos.

Comércio ilegal em 2005
Há oito anos, o ex-administrador Paulo Roberto Damin foi exonerado e condenado a indenizar famílias por venda de túmulos e desvio de taxas. Ele negou envolvimento no caso denunciado pela família de Ribeirão Preto. Damin disse que, quando assumiu o cargo em 2001, foi obrigado a fazer a desapropriação de túmulos simples, ainda na terra, para garantir novos sepultamentos.

G1


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