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Professora tenta recuperar R$ 7,5 mil perdidos em uma fraude eletrônica

08/05/2013

Crime deu um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos bancos em 2012, diz Frebaban.
Especialista da USP São Carlos dá orientações de como evitar os prejuízos.


Uma professora de Araraquara (SP) tenta recuperar R$ 7.538 que desapareceram de sua conta corrente em uma suposta fraude eletrônica. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Frebaban), no ano passado as tentativas aumentaram 75% e os crimes deram um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos bancos.

Os gastos feitos em fevereiro na conta de Márcia Jóe foram com suplementos alimentares, mas ela sequer faz academia. “Foi um susto. Eu não verificava o extrato e, em 20 dias, sumiu a quantia da minha conta. Haviam feito compras que não eram minhas”, disse.

Do total perdido, R$ 1.569 foram de compras feitas pela internet. “Eu procurei o banco, fiz o boletim e tiramos extrato de vários meses. Anexaram a uma cartinha para o banco, em São Paulo. Estou aguardando uma solução, porque eles deram um prazo de 90 dias para solucionar o caso. Pode ter sido uma transação pela internet ou meu cartão pode ter sido clonado", destacou.

Pagar contas pela internet virou um hábito para a comerciante Solange dos Santos, mas ela também foi surpreendida ao ter quase R$ 5 mil roubados de sua conta bancária. “Minha reação foi de chorar muito. Foi uma sensação de desespero”, afirmou.

Ela recuperou o dinheiro e passou a tomar alguns cuidados. “Troquei a senha e estou sempre mandando mexer no computador para ver se não tem vírus. Tomar as precauções que a gente precisa”.

Atualmente, é possível movimentar muito dinheiro com alguns toques no celular com internet, por exemplo. Por isso, os criminosos se adaptaram à evolução da tecnologia. De cada R$ 100 roubados dos bancos no país, R$ 95 são de fraudes eletrônicas.

A Febraban afirma que o desafio dos bancos é desenvolver formas de identificação que previnam fraudes sem dificultar o acesso aos serviços. Entre as soluções mais recentes, está a autenticação biométrica, em que o cliente utiliza a impressão digital.

Crime
No Centro de Araraquara, que tem o maior volume de agências bancárias, a Polícia Civil diz ser comum registrar fraudes eletrônicas. O delegado Geriel Dal Ri admite que esclarecer esses crimes é um desafio. “O dinheiro sai de uma conta e vai para outra conta. E às vezes ele pode ir para uma terceira conta para poder desviar o foco da polícia, mas nós procuramos identificar as pessoas cujos nomes foram registradas aquelas contas na rede bancária”, afirmou. O responsável responde pelo crime de furto qualificado pela fraude.

A especialista em segurança eletrônica e professora do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP, em São Carlos, Kalinka Castelo Branco explica que algumas medidas podem diminuir os riscos de fraude. “Nunca carregar a senha com o cartão, porque se ele for roubado a senha vai junto e a pessoa vai conseguir usar. Usar senha forte, não acessar o internet banking a partir de computadores públicos e estar sempre atento a ter anti-vírus na máquina”, destacou.

G1


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