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"Me pedem até autógrafo", diz garota de programa formada em letras

22/05/2013

Após repercussão, Lola Benvenutti afirma que recebe 400 ligações por dia.
Sem se incomodar com críticas, agora ela vai dar dicas de sexo em vídeos.


“Recebo 400 ligações por dia e as pessoas me param até para pedir autógrafo”. É assim que Gabriela Natália da Silva, mais conhecida como a garota de programa Lola Benvenutti, resume a repercussão de suas declarações em uma entrevista concedida ao G1 há 24 dias. Formada em Letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a jovem de 21 anos causou polêmica ao afirmar que optou por se prostituir porque "sempre gostou de sexo". Agora vivendo em São Paulo e sem se incomodar com as críticas, ela ainda mantém o blog onde relata as experiências com os clientes, que dobraram, e vai conciliá-lo com o um canal de vídeos no YouTube, onde dará dicas de sexo para os internautas.

Após ficar conhecida nacionalmente, foram diversas entrevistas para programas de TV, sites e jornais. Algo que Lola jamais imaginou que aconteceria e que definiu como surpreendente. “Meus celulares tocam o dia inteiro, recebo 400 ligações por dia. Gente do Brasil inteiro me dando parabéns e várias demonstrações de carinho. As pessoas me reconhecem na rua e me param para pedir autógrafo. Ganhei até livros e já tenho mais de 5 mil curtidas no Facebook. Minha caixa de e-mail está lotada, já estou até pensando em contratar uma assessora”, disse Lola.

A mudança para a capital aconteceu um dia depois da publicação da entrevista. “São Carlos ficou pequena pra mim. Penso em voltar esporadicamente, já que minhas amigas estão no interior. Já tinha a ideia de morar em São Paulo, mas teve a explosão da matéria e decidi ir no dia seguinte”, afirmou.

Programas e propostas
O número de clientes dobrou, passando de uma média de cinco para 10 por dia. Lola admite que aproveitou para reajustar o valor do programa em 40%. “Tive que subir um pouco o valor pela demanda, mas prefiro fidelizar o cliente. Só não passo dessa quantidade de clientes por dia, até porque fico cansada e tenho que cuidar da minha saúde”, ressaltou.

A procura de pessoas de outros estados é tão grande que ela já pensa em viajar pelo Brasil para fazer programas. “Eu posso fazer temporadas em outros estados, pode até rolar um ‘tour da Lola’”, brincou.
Além do grande assédio de clientes, Lola afirma que recebeu diversos convites para fazer filmes pornográficos, mas recusou todos. “Um me chamou bastante atenção por ser bem incomum. A pessoa me disse que para eu ganhar mais, teria que rolar sexo com um orangotango. Fazer filme pornô é muito difícil, mas nunca fecho uma porta. De repente se for uma proposta boa e legal, por que não? Mas atualmente é uma coisa que eu não faria”, disse Lola, que apenas aceitou fazer ensaios fotográficos sensuais.

Críticas
As opiniões da garota de programa também foram bastante criticadas nos comentários da reportagem e em redes sociais, porém ela diz que não se incomodou. “Eu já sei o que as pessoas vão dizer e não me preocupo em ler. Por pior que seja o comentário, eu espero que a pessoa tenha uma reflexão e futuramente aceite com mais naturalidade. A maioria das críticas é de religiosos fervorosos, mas não me atingem, não dou bola”, destacou.

Lola apenas não gostou das comparações com Bruna Surfistinha, a ex-garota de programa que também mantinha um blog e teve a história contada em um filme. “Eu nunca quis ser a Bruna. As pessoas são diferentes, não sou melhor ou pior que ela. Me irrita essa comparação”.

Família
Após a entrevista, Lola ainda não voltou para Pirassununga, sua cidade natal e onde vivem seus pais. Ela conta que falou por telefone apenas uma vez com seu pai, militar da reserva, que teria ficado decepcionado com a dimensão que sua história tomou. “Preferi não ficar ligando. Eu entendo que eles precisam do tempo deles. Eu sei que não é uma coisa normal para eles, mas espero que a gente tenha uma relação legal”, disse.

Dicas de sexo
Mesmo com a mudança na rotina dos últimos dias, Lola já pensa no mestrado na Universidade de São Paulo (USP), quando deve começar a pesquisar sobre prostituição ou fetiche. Ela ainda faz questão de atualizar o blog, que já teve mais de 1 milhão de acessos, com o chamado ‘feedback’ para os clientes. Agora quer conciliá-lo com um canal de vídeos no YouTube, que deve ser lançado nesta semana. “Já fiz o primeiro e deve ser algo mais dinâmico. Vou dar conselhos, falar sobre fantasias e até tirar dúvidas sobre sexo. Vou me associar a médicos para poder responder corretamente. As experiências com clientes ficam só no blog, para não peder o glamour”, concluiu.

G1


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