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Cortar o rabo de cão por estética é prática proibida e deve ser evitada

28/06/2013

Método pode causar danos à saúde do animal, diz Conselho Veterinário.
Amputação deve ocorrer apenas em caso de risco, diz especialista.


Cortar o rabo de um cachorro sem uma justificativa de saúde pode causar sérios danos ao animal, como a paralisia no aparelho de locomoção. A prática da caudectomia apenas para fins estéticos já foi proibida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CMFV) e deve ser evitada. “O rabo é uma parte muito importante do corpo do animal como um todo e sua principal função é trazer equilíbrio. Só é recomendado retirá-lo quando acontece algum acidente”, explicou o veterinário de São Carlos (SP) Alexandre Santos.

A amputação da cauda é comum em raças como cocker spaniel, pinsher, poodle, pitbull, rottweiller e doberman, mas o ideal é que o bicho de estimação permaneça com o rabo. Tupão é descendente de boxer e está há 15 anos com a família. Presente de um vizinho, quando chegou ao novo lar já estava sem a cauda. “O antigo dono cortou o rabinho da ninhada quando eles nasceram”, contou o mecânico Ricardo Ferreira.

A dona do animal, a cozinheira Maria Ferreira, é contra. “Jamais eu faria isso, pode ser qualquer raça, porque o rabo faz parte do animal, senão ele nasceria sem”, disse.

A nova resolução do CMFV proíbe o corte. A prática só será permitida nos consultórios se a saúde do animal estiver em risco, disse o presidente do Conselho, Benedito Arruda. “Nos casos em que existe uma doença que poderá progredir e promover uma extensão no sistema nervoso e prejudicar o animal definitivamente. Nessa hipótese é permitido que ele faça a cirurgia”.

O presidente do CMFV reforça que o procedimento deve ser feito com cautela, pois representa risco para o animal. “Se houve um descuido qualquer na manipulação cirúrgica da cauda, é possível que uma contaminação possa prejudicar do ponto de vista neurológico esse animal. Ele poderá ter uma paralisia no aparelho de locomoção”, ressaltou.

Voluntária de uma ONG em São Carlos, Flávia Begotti disse que a resolução do CMFV ajuda a conscientizar a população. Segundo ela, é preciso se colocar no lugar do animal, uma vez que ninguém gostaria de ser mutilado. Além disso, lembrou ela, o rabo é o termômetro da relação entre o homem e o seu melhor amigo. “Quando a gente chega em casa, é balançando o rabo que a gente identifica a felicidade dele”, relatou.

G1




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